terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dilemas
O professor em sua prática diária enfrenta inúmeros dilemas que vai da mais simples decisão a mais complexa. Em fim o campo de ensino é um contexto de incertezas uma vez que n fatores atuam e influenciam no espaço educacional.
Desta forma mesmo que os professores queiram receitas prontas para executar em sala de aula acabam fracassando em seu intuito, pois a sala de aula é um espaço em que acontece o previsível e o imprevisível também. As relações estabelecidas entre os atores sociais que atuam na instituição escolar mais precisamente entre professores e alunos são relações dinâmicas e inconstantes (no sentido de que não é estática).
Os dilemas vividos pelos professores podem ser vistos como problemas ou como aliado profissional a depender de como ele o encara. Fica claro assim que são desafios que favorecem para o crescimento profissional do educador.
Nesta perspectiva foram que se surgiu muitos de nossos dilemas em sala durante o estagio. Tínhamos que decidir se a atividade era em dupla, individual ou em grupo e quais desafios seriam colocados em cada momento pra que os alunos avançassem.
As escolhas feitas foram acertadas e permitiram avanços por parte dos educandos e enriqueceu muito meu trabalho como docente, tudo isto foi possível graças aos registros das aulas feitos diariamente, o que para Zabalza os diários são instrumentos ricos que fornecem informações a cerca dos dilemas vivenciados pelos educadores.
Enfim, dilemas não existem só para os educadores,dilemas são presentes na vida do homem portanto inevitável.
Gestão de classe

Segundo Rosa Mª Antunes de Barros e Rosana Dutoit do profa a rotina do trabalho pedagógico concretiza, na sala de aula as intenções educativas que se revelam na forma como são organizados o tempo, o espaço, os materiais, as propostas e intervenções do professor. Por essa razão a rotina, que estabelecemos para a classe e também uma situação de ensino e aprendizagem a despeito de não ser necessariamente planejada como tal.
Nesta segunda semana demos continuidade ao trabalho focando a gestão de classe que envolve não só a autoridade do professor sobre a classe como as relações entre os alunos. Aqui não falamos de autoritarismo docente, mas sim da habilidade do professor fazer valer as regras a serem seguidas para um bom andamento do trabalho.
Uma das maiores dificuldades é fazer com que os alunos trabalhem em grupo e compartilhem materiais didáticos, mas com paciência estamos alcançando os objetivos gradualmente.
Esta resistência em trabalhar em grupo tem dificultado o acompanhamento pedagógico durante as atividades uma vez que o auxilio individual requer mais tempo, porém é um aspecto que deve ser vencido pelos educadores.
O conhecimento da turma e do que se vai ensinar também faz parte da gestão da classe como aponta Gauthier bem como as expectativas do professor.
Ainda com base nas idéias de Gauthier há uma preocupação por parte da dupla de estágio no que se referem ao comportamento das crianças as medidas disciplinares e sanções são devidamente aplicadas quando necessário e também conversas afetivas /dialogo, são constantes para se solucionar atitudes vistas como incorretas. Buscamos não nós,tomar a responsabilidade pelo bom desempenho da turma ,buscamos sim ajudar as crianças a tornarem responsáveis por suas ações e tem funcionado.
Em resumo de forma dinâmica e entusiasmada temos alcançado nossos objetivos e conseguido atender as necessidades dos educandos.

domingo, 16 de novembro de 2008

HETEROGENEIDADE

A heterogeneidade é um fator muito importante no processo educacional, pois a encarando como ponto de partida e inevitável o professor pode realizar um trabalho produtivo em sala de aula isto é levar seus alunos a avançarem de acordo com suas necessidades.

A heterogeneidade contribui para que os alunos interajam entre si e troquem informações. Ao realizar uma atividade em grupo e propor desafios, o professor leva os alunos a refletir e trocar idéias até chegar a um resultado. Agindo desta forma o educador não encara o educando como um ser passivo, mas o transforma em um sujeito ativo na construção do seu conhecimento, porém para realizar tal ação o professor deve analisar cada aluno e os objetivos que deseja alcançar com cada um e cada atividade proposta para assim não correr o risco de ao invés de progredir o educando não retroceder nem tão pouco o professor não realizar agrupamentos burocráticos e improdutivos.

Enfim a heterogeneidade não contribui apenas para o aprendizado do educando, mas também colabora para o enriquecimento dos conhecimentos do educador. Para ser educador não basta apenas dominar os conteúdos, mas sim vestir realmente a camisa de educador refletindo sempre sobre suas ações em sala de aula e buscar pesquisar sempre de acordo com os dilemas que surgem na sua prática.

Em nossas salas encontramos alunos com níveis de aprendizado diferentes e isto causa-nos preocupação e inquietude, porém deveríamos ficar felizes e encarar tal situação como desafio que possibilita crescimento, assim a conquista do sucesso será mais gratificante. A heterogeneidade não quer dizer que devemos realizar uma atividade pra cada aluno, mas sim a forma de intervir de questionar é que deve ser diferente, deve mudar de aluno para aluno, ou seja, a situação problema é que é diferente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

reflexões sobre a primeira semana de estágio


“Ensinar é algo como mover-se profissionalmente em espaços problemáticos”

Miguel Zabalga

O fato de o professor planejar muito bem sua aula não lhe garante que não surgirão problemas durante o desenvolvimento da mesma, uma vez que a sala de aula é um campo cheio de dilemas que necessitam de soluções.

No campo do ensino e da aprendizagem nem sempre é possível agir como pensamos ou sabemos isto porque no momento de se por em prática o que se planejou surge em cena muitos elementos próprios de cada situação e foi o que aconteceu nesta primeira semana de regência fomos levados a alterar nossas ações devido aos rumos da situação, surgiram contradições que fizeram parte do desenvolvimento das ações do desejado e do possível como tão bem nos coloca Zabalga (2003).

Ao ingressar no CAIC para dar inicio ao período de regência o fizemos com alguns pré-conceitos já estabelecidos uma vez que já tínhamos coletado informações sobre os educandos. Para mim em especial não foi surpresa os níveis de escrita dos alunos, pois já tenho respaldo sobre a mesma uma vez que busquei estudar de fato o livro psicogênese da língua escrita de Emilia Ferreiro e tenho como suporte também as idéias do curso PROFA são baseadas no modelo construtivista de ensino que busca a cada atividade desafiar não só o educando, mas também ao educador a se superar.

Entretanto, ter suporte teórico não me garante sucesso nas atividades e não me impede de buscar novas formas de ensino mesmo com este embasamento não me acomodo e faço valer meu papel de professora pesquisadora tento buscar novas fontes de informações significativas que me faça crescer profissionalmente e principalmente faça meus alunos avançarem no seu processo de alfabetização tornando-se assim um sujeito alfabetizado e letrado. Não perco de vista que cada criança tem um ritmo diferenciado de aprendizagem que precisa ser respeitado e valorizado.

“o que caracteriza um professor como um profissional racional (que pensa sobre o que faz, que busca dar sentido a sua ação) é que as suas ações são desenvolvidas em um contexto indeterminado, cujas vinculações com as normas gerais e cujo sentido singular deverá ser capaz de discriminar para adaptar as suas decisões a essa conjunção”. (ZABALGA, 2003).

Ainda na primeira semana de estágio eu e minha dupla buscamos não só nos preocupar com os conteúdos. Através de nossas reflexões sobre nossa ação decidimos trabalhar com as atitudes dos alunos visto que era necessário, pois a relação entre eles era muito conflituosa. Sobre este aspecto Imbernón (2005) ressalta que “o trabalho com as atitudes é tão importante quanto o trabalho com os conteúdos”. Ainda de acordo com este autor esta mudanças são primordiais para cada pessoa e favorece muito para o estabelecimento de uma relação harmoniosa entre os atores sócias do ambiente escolar.

A reflexão pedagógica durante esta 1ª semana me possibilitou reafirmar a minha escolha profissional de ser alfabetizadora e minha visão sobre o professor que não precisa em hipótese alguma de receitas prontas ditadas por especialista que muitas vezes nem conhecem direito o cotidiano escolar, mas persistem em prescrever receitas educacionais.

Sendo o ser humano criativo único e flexível nada mais propício que o professor faça valer se direito de criar e inovar propiciando a cada dia que seus alunos descubram coisas novas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O estágio é a oportunidade que temos para refletir sobre a prática docente, uma vez que ele é o retrato vivo da prática pedagógica, retrato este que mostra não só a realidade educacional do município, mas também a realidade do país inteiro. Nesta semana de observação foi possível detectar alguns aspectos que influenciam no processo ensino - aprendizagem do CAIC.

A observação realizada pelos graduandos de pedagogia se deu numa perspectiva etnográfica. Para Eliza André (1995) no sentido restrito da palavra etnografia significa “descrição cultural”, no entanto no que se refere ao setor educacional, à etnografia é utilizada de forma diferente, a etnografia então é adaptada à educação. Em outras palavras, um trabalho do tipo etnográfico em educação envolve observação participante, entrevista intensiva e análise de documentos.

Enfim, o período compreendido entre os dias 08/09/2008 a 12/09/2008 foi relevante para o estágio supervisionado, uma vez que permitiu aos alunos-professores interagir com a situação a ser estudada, no caso a sala de aula e todo espaço escolar e permitiu ainda questionar as teorias aprendidas durante o curso de pedagogia e a prática vigente em nossas escolas não no intuito de criticar os profissionais que ali atuam, mas na perspectiva de colocar em jogo durante o estágio a práxis, que é a teoria interligada com a prática e vice-versa. Neste espaço de tempo foi possível coletar informações que foram contextualizadas e que permitiu aos estagiários que ainda não atuam na educação ressignificar seus saberes e produzir novos conhecimentos sobre a docência.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

ESTEBAN, Maria Tereza e ZACCUR,Edwiges (orgs) . Professora-pesquisadora : uma práxis em construção.Rio de Janeiro:editora DP&A,2002.

Discussão do texto:A pesquisa como eixo de formação docente

A professora Socorro Cabral,deu início à aula no dia 27/08/08 com uma dinâmica onde cada um escrevia num pedaço de papel o significado de pesquisa para si,na medida em que eram expostas idéias percebia-se que elas se interligavam o que formava uma rede de idéias.Para a maioria dos graduandos de pedagogia do VIII semestre a palavra pesquisa estar ligada a investigação,busca de informações tudo isto decorrido de inquietações geradas na sala de aula no dia –dia.

Dando continuidade a aula lemos e discutimos o texto de Maria Tereza e Edwiges A pesquisa como eixo de formação docente.Nas idéias das autoras fica claro que é de fundamental importância que o professor seja um constante pesquisador.Percebe-se que apesar de muitas pesquisas serem desenvolvidas no Brasil os resultados destas não tem refletido muito significativamente no âmbito escolar.O que nos chama a atenção é que existem pessoas ligadas ao setor educacional que denunciam e buscam mostrar o real quadro da educação que é cada vez mais preocupante ,no entanto ,existe governantes que preferem fechar os olhos e deixar que a escola continue desempenhando seu papel de modo um tanto errado,excluindo muitos e dando acesso a poucos outrora produzindo em massa analfabetos funcionais.

Ainda no texto pode se interpretar que o governo denuncia a inoperância das universidades enquanto que as universidades criticam o populismo das políticas educacionais implementadas pelo governo. No meio deste fogo cruzado está o profissional da educação básica que muitas vezes se comporta como vitima.

As autoras levantam um questionamento sobre o professor do ensino básico que muitas vezes se acomodam e não buscam se qualificar para assim garantir um conhecimento de melhor qualidade para seus alunos.Entretanto há aqueles professores que se inquietam com os rumos tomados pela educação e busca um nova forma de ressignificar os conhecimentos do discente e sua prática cotidiana,fazendo valer seu papel de professor pesquisador que busca contextualizaras informações para que o educando avance em seu processo educativo,enfim para se tornar um professor que faz a diferença.

Em todo espaço social temos que pensam e os que executam no setor educacional não é diferente. O distanciamento entre os acadêmicos e os profissionais da educação básica é grande, uma vez que o primeiro na sua grande maioria apenas teoriza e o segundo não se reconhece no teórico. O que ESTEBAN e ZACURR propõem é o diálogo entre teoria e prática, diálogo este que alimenta a relação acadêmica e professor-pesquisador. Nesta perspectiva o professor não se sentirá mais um mero executador do pensado por outrem.


É fundamental, portanto, que o professor se instrumentalize para observar,questionar e redimensionar seu cotidiano.

E para finalizar a discussão Edjane assinala que a prática interroga e atualiza a teoria e vice-versa e que precisamos aguçar o olhar de pesquisador e não ter medo de investigar,buscar...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

REFLEXÕES SOBRE O TEXTO....

PIMENTA, Selma Garrido & LIMA, Maria Socorro Lucena. Por que o estágio para quem já exerce o magistério: uma proposta de formação contínua. Estágio e Docência. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2004. P.125-141.

Embora muitos professores-alunos do curso de pedagogia relutem para desenvolver o estágio supervisionado alegando já estar em sala de aula ele é muito rico para a formação contínua do mesmo. O estágio supervisionado possibilita ao docente refletir sua prática diariamente. Segundo as autoras Selma Pimenta e Socorro Lucena o estágio será um retrato vivo da prática docente, retrato este que mostra a realidade do estagiário e de seus colegas de profissão que compartilham dos mesmos desafios e as mesmas crises na escola e na sociedade.Através do estágio é possível que o docente ressignifique seus saberes e produza novos conhecimentos.Ainda com base nas idéias de Pimenta e Lucena o orientador do estágio terá papel importante neste processo, uma vez que ele ajudará seus professores-alunos aprendizes a refletir sobre as experiências que eles já têm e projetar novo conhecimento que ressignifique suas práticas. A formação contínua deve ser discutida e pensada na perspectiva de inteireza e não de forma fragmentada. É neste momento de ritual de passagem que é o estagio que o professor-aluno tenta relacionar teoria e prática para assim por em jogo a tão discutida práxis. Neste período e espaço escolar o professor reafirma sua atuação como produtor de conhecimentos e participante ativo do processo ensino-aprendizagem e não um mero transmissor de conteúdos.A idéia central do texto é que o professor vive em estágio permanente uma vez que a cada dia ele enfrenta um novo desafio e reflete sobre suas ações para assim encaminhar novas práticas. O estágio nos proporciona esta reflexão, pois durante o período de regência em todo o momento estar presente as três vertentes educacionais AÇÃO-REFLEXÃO-AÇÃO. Este tipo de atividade enriquece muito o conhecimento dos futuros pedagogos, pois mostra-nos um novo panorama educacional que tem lugar de destaque e que pode ser aplicado seguindo a realidade local, regional e nacional. Enfim o estágio proporciona crescimento do professor em todas as dimensões.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Os culpados....




formatura 2001
Falar de algo um pouco distante é complicado, relembrar partes de nossa infância é até prazeroso, porém registrar estas lembranças por escrito é difícil, tudo isso porque somos frutos de uma geração que resisti em escrever. Geração esta que não estar acostumada a desenvolver sua criatividade, a inovar e sim acostumada a reproduzir mecanicamente os conhecimentos adquiridos. Se comparar minha infância com a dos meus colegas percebo que deixei de vivenciar muitas coisas, oriunda de família de baixa renda desde cedo aprendi a valorizar as coisas que conquisto,vivi na zona rural a maior parte da minha infância tendo como companheiros de brincadeiras apenas meus irmãos. Hoje me orgulho de chegar ao nível superior sendo filha de pequenos agricultores e agradeço a meus pais pelos esforços que fizeram para me dar uma educação de qualidade através de seu trabalho árduo. Trabalhando na enxada debaixo de sol ou de chuva para garantir uma vida digna para eu e meus irmãos, enfim eles são demais.

Educação: dilemas e realizações


O magistério surgiu na minha vida num momento ímpar, após me formar no ano de 2001 comecei a lecionar para jovens e adultos e no ano seguinte para a alfabetização. Foi como alfabetizadora que me realizei profissionalmente e então decidi cursar pedagogia. Participei ainda do PROFA (Programa para Professores Alfabetizadores) oferecido pelo MEC, que tem como base as idéias de Emília Ferreiro e Ana Teberosky ambas as discípulas de Jean Piaget e que nos mostra um grande leque de caminhos que podem ser seguidos para inseri a criança no mundo alfabetizado e letrado, caminhos estes que se diferem do silabário, lógico que também não descarta a importância deste método ao longo da história da alfabetização na America Latina mais precisamente na Argentina e no Brasil. Este curso reforçou ainda mais meu desejo de ser educadora. Prestei o 1º vestibular no final de 2003 e passei começava aí a realização de um sonho.

Ao falar sobre este curso preparatório de alfabetizadores recordo do meu processo educacional, o que foi um tanto fora do normal. Aprendi a ler e escrever em casa com minha avó, quando ingressei no universo escolar já sabia ler e escrever convencionalmente o que fez com que já iniciasse na 1ª série forte (como era chamada na época a turma que já sabia ler).

Quando comecei meus estudos o método utilizado ainda era o silabário e a famosa cartilha, a professora era uma senhora muito carinhosa o que cativava os alunos, porém a relação se dava de forma hierárquica a professora falava e os alunos apenas escutavam.Com certeza a escola de outrora teve sua contribuição na construção da cidadania,porém nunca foi igual a que hoje buscamos oferecer para nossos alunos.Diante de tantos conflitos no campo da educação percebemos que o sistema de ensino tem melhorado e muito,o uso de novas formas de ensino busca formar o ser humano como um todo e não um ser fragmentado.

A avaliação na educação na qual fui alfabetizada se dava de forma mecânica, onde tínhamos que expor por escrito tudo o que a professora nos ensinava durante as aulas,vale ressaltar que tinha que ser escritas as mesmas palavras aprendidas durante os longos exercícios memorísticos caso contrário a resposta era considerada errada.Neste sistema de avaliação era avaliado o que os alunos não conseguiram absorver e não os avanços alcançados por eles durante o processo de aprendizagem.

Hoje os educadores tem buscado proporcionar uma aprendizagem significativa para seus educandos no entanto o quadro de aproveitamento de nossos aprendizes é estarrecedor,eu como educadora me questiono freqüentemente sobre minha prática e como posso melhorar para que meus alunos aprendam com maior eficácia,mas confesso não é fácil.Parece que os alunos não tem mais o desejo por conhecimento leciono geografia e história para as 5ª séries e estou preocupada com as turmas em sua maioria são alunos repetentes e não mostram vontade em aprender isto me angustia,são estes alunos que me motivam a pesquisar ,questionar nosso sistema de ensino e enfim buscar novas práticas subsidiadas por alguns teóricos isto requer muito estudo.Não quero ser mas um mero professor que passa por estas crianças sem deixar conteúdos significativos eu quero fazer a diferença enxergando-os como ser humano que necessita de atenção e que é capaz de produzir sua história e não um ser fragmentado passivo no que se refere ao processo de ensino aprendizagem.


Chegando à UESB logo no I semestre desanimamos um pouco além de encontrar profissionais descompromissados enfrentamos uma greve, porém isto não foi o suficiente para fazer-nos desistir, muito pelo contrário nos deu forças para continuar persistente a jornada. Sete semestres já se passaram e a cada dia que passa descobrimos coisas novas ou aprofundamos ainda mais idéias que ainda necessitam de aprimoramento isto tudo confrontando ideais de teóricos lidos com a prática. Hoje leciono para as turmas da 5ª e 6ª séries, como professora de quatro disciplinas diferentes, porém isto não me impede de buscar atuar como mediadora entre o aluno e o conhecimento porque na verdade todos nós somos aprendizes e não detentores de conhecimentos. O aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber. Os estudos realizados pela psicopedagogia sobre os processos de conhecimento e aprendizagem mostram que para se configure uma relação de aprendizagem, é necessário que a ensinante e o aprendente estabeleçam um vínculo que considera o tipo particular de relação que ambos estabelecem com o conhecimento. (cf.Fernandes, 1190). É este tipo de relação que busco manter com meus alunos e o conhecimento, pois eles são frutos do meu trabalho, mas principalmente conseqüência de seus esforços pessoais.

sábado, 23 de agosto de 2008

uauuuuuuuuu!!!!!!!!internet a serviço da educação .MARAVILHAAAAAAAAAA!!!!!