A sociedade em seu processo acelerado de constantes transformações exige muito do indivíduo seja no campo tecnológico, seja no educacional. Esta sociedade em que vivemos exige de nós dinamismo para que nos ajustemos a tudo que nela existe. Por isto Rubem Alves em seus textos ensinar a alegria, lagartas e borboletas, um corpo com asas e receitas nos chama a refletir sobre o nosso dia - dia como educador.
Não é raro nos depararmos com professores cansados com o que fazem, desanimados com o desempenho dos seus alunos e até mesmo com seu desempenho, porém não se dão conta de que sua turma é o reflexo do seu papel como educador e até mesmo como cidadão. Muitos destes professores em questão estão na profissão por falta de opção ou por modismo, eles não tem o desejo de encaminhar seus aprendizes para alçar vôos altos. Enfim, não se sentem “pastores da alegria”.
No texto ensinar a alegria o autor Rubem Alves nos mostra o lado bom de ser professor. Para muitos ser professor é ser sofressor (o que denota tristeza, sofrimento na profissão). Ao pensar assim o profissional já se coloca como um fracassado, um indivíduo que detesta o que faz. Tal pensamento impede o profissional de enxergar seu valor perante a sociedade e logo leva o aluno a não ter perspectivas de vida, pois um dos responsáveis por sua aprendizagem não mostra alegria no que faz. O que esperar então da vida? Um educador tem o poder de formar excelentes profissionais, mas também tem o poder de destruir vidas caso não exerça suas atividades com desejo.
Durante a leitura do texto percebe-se que a arte de educar é algo bom o autor compara tal fato com a dor de um parto que é substituída por uma alegria inexplicável pela chegada de um filho. Dando continuidade ao seu pensamento sobre o que é ser professor ou aprendiz Rubem Alves nos presenteia com mais um texto “lagartas e Borboletas” onde ele nos mostra com o exemplo da lagarta que através da metamorfose se transforma numa linda borboleta, que é possível se renovar a cada dia, cada mês, cada ano....
Nessa perspectiva, busca-se uma educação preocupada com as experiências, anseios e necessidades do homem e nada mais interessante do que fazer isto valorizando o saber dos educandos. E neste novo cenário nada mais essencial do que o pedagogo e o psicopedagogo para facilitar a aprendizagem de quem precisa se desenvolver eficazmente, isto por que é papel do pedagogo observar e analisar as reais deficiências e dificuldades no seu ambiente de trabalho, enfim o pedagogo deve fazer a leitura de tudo àquilo que não é dito, não está escrito, não é visível, mas manifesta a cultura de uma organização.
Para tanto não se deve perder de vista que o aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber.
Ainda no que se refere aos textos de Rubem Alves pode-se inferi que em “um corpo com asas” há uma transgressão de paradigmas onde ele nos chama a abandonar o tradicionalismo, o tecnicismo e busquemos uma nova prática em que se valorize o saber dos aprendizes. Uma fase citada pelo autor é quando a criança (Mariana) se apropria da fala e posteriormente da escrita e da leitura, ele chama esta libertação do casulo de fase da borboLETRA.
Desta forma percebe-se que a palavra age na vida do indivíduo de forma mágica oferecendo a ela oportunidades de descobertas incríveis, de viajar por diferentes mundos. A fala tem muita importância na vida da criança, pois é por meio da oralidade que as crianças participam de diferentes situações de interação social e aprendem sobre elas próprias, sobre a natureza e a sociedade.