domingo, 19 de dezembro de 2010

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Tendo em vista o papel da educação para a construção de um mundo melhor e para o desenvolvimento eficaz de seres pensantes e críticos, que tenham autonomia para questionar, argumentar, e principalmente, lutar por seus direitos; faz-se necessário uma reflexão do processo educativo, bem como a análise do uso de metodologias que promovam a participação e a integração dos discentes com o seu espaço, com a sociedade, para que estes possam agir criando e recriando seus conhecimentos, os quais são resultantes de práticas sócio-interativas.
A sociedade em seu processo acelerado de constantes transformações exige muito do indivíduo seja no campo tecnológico, seja no educacional. Esta sociedade em que vivemos exige de nós dinamismo para que nos ajustemos a tudo que nela existe.
Desta forma, alfabetizar crianças em idade adequada nos dias de hoje, é ainda sem dúvida, um dos grandes desafios da sociedade brasileira. Encontram-se escolas com turmas de alunos que estão em fase de alfabetização, turmas estas que são formadas por alunos marginalizados pela sociedade, por causa de suas condições sócio- econômica e cultural alunos que não conseguem ter aprendizagem satisfatória por conseqüência de uma metodologia ultrapassada, presa a uma educação conservadora e conteudista. Isto ocorre porque a escola alfabetiza, mas não letra, ela tem trabalhado apenas com as práticas escolares de leitura e escrita e não com as práticas sociais da escrita.
Assim é preciso lançar mão de um suporte que ajudem a desenvolver um bom trabalho e que ajude os indivíduos com dificuldades de aprendizagem a avançar no seu processo de desenvolvimento (DA). Isto porque o aluno com DA caracteriza-se por uma maior lentidão no desenvolvimento neuropsicológico de funções importantes para a aprendizagem escolar, o que dificulta,quando não impede,que realize as mesmas aprendizagens no mesmo período escolar que os demais colegas. Às vezes é como se estivessem permanecidos estáticos em um estágio ou em uma etapa de desenvolvimento. Em circunstâncias normais de atenções familiares e escolares, contudo, principalmente quando lhes dedicam atenções especializadas continuam evoluindo dentro de sua relativa lentidão para enfim alcançar um nível de competência aceitável nas tarefas acadêmicas. (COLL, P.57, 2004).
O suporte que deve ajudar na tarefa de ajuda as pessoas com DAs é a psicopedagogia. Sendo assim Coll (2004) nos coloca que uma das funções psicopedagógica é avaliar a partir da análise das características da tarefa que se deve ensinar-aprender, se o equilíbrio entre as condições de desenvolvimento e o tipo de DAs do aluno e as circunstâncias e os recursos contextuais - escolares e familiares – aconselha ou não iniciar a aprendizagem.Os projetos curriculares são moderadamente flexíveis,embora talvez não o suficiente para permitir demoras importantes nas aprendizagens.Por isso,os alunos com DAs devem ser objeto de adaptações curriculares individualizados.
A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, o que adveio de uma demanda – o problema de aprendizagem, colocando num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia – e evolui devido à existência de recursos, para atender esta demanda, constituindo-se assim, numa prática. Como se preocupa com o problema de aprendizagem, deve ocupar-se inicialmente do processo de aprendizagem. Portanto vemos que a psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana: como se aprende, como esta aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores, como se produzem as alterações na aprendizagem, como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. Este objeto de estudo, que é um sujeito a ser estudado por outro sujeito, adquire características específicas a depender do trabalho clínico ou preventivo (Bossa, op.cit, p. 21).
E por acreditar que a psicopedagogia trabalha com a igualdade e não com a diferença é que optamos por linha de pesquisa a epistemologia convergente que enxerga o sujeito como um todo e não como objeto fragmentado, pré-definido. Desta forma desenvolvemos o trabalho considerando que o ser humano é complexo e que por isso precisa desenvolver n habilidades para alcançar êxito no processo de aprendizagem.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A sociedade em seu processo acelerado de constantes transformações exige muito do indivíduo seja no campo tecnológico, seja no educacional. Esta sociedade em que vivemos exige de nós dinamismo para que nos ajustemos a tudo que nela existe. Por isto Rubem Alves em seus textos ensinar a alegria, lagartas e borboletas, um corpo com asas e receitas nos chama a refletir sobre o nosso dia - dia como educador.
Não é raro nos depararmos com professores cansados com o que fazem, desanimados com o desempenho dos seus alunos e até mesmo com seu desempenho, porém não se dão conta de que sua turma é o reflexo do seu papel como educador e até mesmo como cidadão. Muitos destes professores em questão estão na profissão por falta de opção ou por modismo, eles não tem o desejo de encaminhar seus aprendizes para alçar vôos altos. Enfim, não se sentem “pastores da alegria”.
No texto ensinar a alegria o autor Rubem Alves nos mostra o lado bom de ser professor. Para muitos ser professor é ser sofressor (o que denota tristeza, sofrimento na profissão). Ao pensar assim o profissional já se coloca como um fracassado, um indivíduo que detesta o que faz. Tal pensamento impede o profissional de enxergar seu valor perante a sociedade e logo leva o aluno a não ter perspectivas de vida, pois um dos responsáveis por sua aprendizagem não mostra alegria no que faz. O que esperar então da vida? Um educador tem o poder de formar excelentes profissionais, mas também tem o poder de destruir vidas caso não exerça suas atividades com desejo.
Durante a leitura do texto percebe-se que a arte de educar é algo bom o autor compara tal fato com a dor de um parto que é substituída por uma alegria inexplicável pela chegada de um filho. Dando continuidade ao seu pensamento sobre o que é ser professor ou aprendiz Rubem Alves nos presenteia com mais um texto “lagartas e Borboletas” onde ele nos mostra com o exemplo da lagarta que através da metamorfose se transforma numa linda borboleta, que é possível se renovar a cada dia, cada mês, cada ano....
Nessa perspectiva, busca-se uma educação preocupada com as experiências, anseios e necessidades do homem e nada mais interessante do que fazer isto valorizando o saber dos educandos. E neste novo cenário nada mais essencial do que o pedagogo e o psicopedagogo para facilitar a aprendizagem de quem precisa se desenvolver eficazmente, isto por que é papel do pedagogo observar e analisar as reais deficiências e dificuldades no seu ambiente de trabalho, enfim o pedagogo deve fazer a leitura de tudo àquilo que não é dito, não está escrito, não é visível, mas manifesta a cultura de uma organização.
Para tanto não se deve perder de vista que o aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber.
Ainda no que se refere aos textos de Rubem Alves pode-se inferi que em “um corpo com asas” há uma transgressão de paradigmas onde ele nos chama a abandonar o tradicionalismo, o tecnicismo e busquemos uma nova prática em que se valorize o saber dos aprendizes. Uma fase citada pelo autor é quando a criança (Mariana) se apropria da fala e posteriormente da escrita e da leitura, ele chama esta libertação do casulo de fase da borboLETRA.
Desta forma percebe-se que a palavra age na vida do indivíduo de forma mágica oferecendo a ela oportunidades de descobertas incríveis, de viajar por diferentes mundos. A fala tem muita importância na vida da criança, pois é por meio da oralidade que as crianças participam de diferentes situações de interação social e aprendem sobre elas próprias, sobre a natureza e a sociedade.