quarta-feira, 27 de agosto de 2008

REFLEXÕES SOBRE O TEXTO....

PIMENTA, Selma Garrido & LIMA, Maria Socorro Lucena. Por que o estágio para quem já exerce o magistério: uma proposta de formação contínua. Estágio e Docência. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2004. P.125-141.

Embora muitos professores-alunos do curso de pedagogia relutem para desenvolver o estágio supervisionado alegando já estar em sala de aula ele é muito rico para a formação contínua do mesmo. O estágio supervisionado possibilita ao docente refletir sua prática diariamente. Segundo as autoras Selma Pimenta e Socorro Lucena o estágio será um retrato vivo da prática docente, retrato este que mostra a realidade do estagiário e de seus colegas de profissão que compartilham dos mesmos desafios e as mesmas crises na escola e na sociedade.Através do estágio é possível que o docente ressignifique seus saberes e produza novos conhecimentos.Ainda com base nas idéias de Pimenta e Lucena o orientador do estágio terá papel importante neste processo, uma vez que ele ajudará seus professores-alunos aprendizes a refletir sobre as experiências que eles já têm e projetar novo conhecimento que ressignifique suas práticas. A formação contínua deve ser discutida e pensada na perspectiva de inteireza e não de forma fragmentada. É neste momento de ritual de passagem que é o estagio que o professor-aluno tenta relacionar teoria e prática para assim por em jogo a tão discutida práxis. Neste período e espaço escolar o professor reafirma sua atuação como produtor de conhecimentos e participante ativo do processo ensino-aprendizagem e não um mero transmissor de conteúdos.A idéia central do texto é que o professor vive em estágio permanente uma vez que a cada dia ele enfrenta um novo desafio e reflete sobre suas ações para assim encaminhar novas práticas. O estágio nos proporciona esta reflexão, pois durante o período de regência em todo o momento estar presente as três vertentes educacionais AÇÃO-REFLEXÃO-AÇÃO. Este tipo de atividade enriquece muito o conhecimento dos futuros pedagogos, pois mostra-nos um novo panorama educacional que tem lugar de destaque e que pode ser aplicado seguindo a realidade local, regional e nacional. Enfim o estágio proporciona crescimento do professor em todas as dimensões.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Os culpados....




formatura 2001
Falar de algo um pouco distante é complicado, relembrar partes de nossa infância é até prazeroso, porém registrar estas lembranças por escrito é difícil, tudo isso porque somos frutos de uma geração que resisti em escrever. Geração esta que não estar acostumada a desenvolver sua criatividade, a inovar e sim acostumada a reproduzir mecanicamente os conhecimentos adquiridos. Se comparar minha infância com a dos meus colegas percebo que deixei de vivenciar muitas coisas, oriunda de família de baixa renda desde cedo aprendi a valorizar as coisas que conquisto,vivi na zona rural a maior parte da minha infância tendo como companheiros de brincadeiras apenas meus irmãos. Hoje me orgulho de chegar ao nível superior sendo filha de pequenos agricultores e agradeço a meus pais pelos esforços que fizeram para me dar uma educação de qualidade através de seu trabalho árduo. Trabalhando na enxada debaixo de sol ou de chuva para garantir uma vida digna para eu e meus irmãos, enfim eles são demais.

Educação: dilemas e realizações


O magistério surgiu na minha vida num momento ímpar, após me formar no ano de 2001 comecei a lecionar para jovens e adultos e no ano seguinte para a alfabetização. Foi como alfabetizadora que me realizei profissionalmente e então decidi cursar pedagogia. Participei ainda do PROFA (Programa para Professores Alfabetizadores) oferecido pelo MEC, que tem como base as idéias de Emília Ferreiro e Ana Teberosky ambas as discípulas de Jean Piaget e que nos mostra um grande leque de caminhos que podem ser seguidos para inseri a criança no mundo alfabetizado e letrado, caminhos estes que se diferem do silabário, lógico que também não descarta a importância deste método ao longo da história da alfabetização na America Latina mais precisamente na Argentina e no Brasil. Este curso reforçou ainda mais meu desejo de ser educadora. Prestei o 1º vestibular no final de 2003 e passei começava aí a realização de um sonho.

Ao falar sobre este curso preparatório de alfabetizadores recordo do meu processo educacional, o que foi um tanto fora do normal. Aprendi a ler e escrever em casa com minha avó, quando ingressei no universo escolar já sabia ler e escrever convencionalmente o que fez com que já iniciasse na 1ª série forte (como era chamada na época a turma que já sabia ler).

Quando comecei meus estudos o método utilizado ainda era o silabário e a famosa cartilha, a professora era uma senhora muito carinhosa o que cativava os alunos, porém a relação se dava de forma hierárquica a professora falava e os alunos apenas escutavam.Com certeza a escola de outrora teve sua contribuição na construção da cidadania,porém nunca foi igual a que hoje buscamos oferecer para nossos alunos.Diante de tantos conflitos no campo da educação percebemos que o sistema de ensino tem melhorado e muito,o uso de novas formas de ensino busca formar o ser humano como um todo e não um ser fragmentado.

A avaliação na educação na qual fui alfabetizada se dava de forma mecânica, onde tínhamos que expor por escrito tudo o que a professora nos ensinava durante as aulas,vale ressaltar que tinha que ser escritas as mesmas palavras aprendidas durante os longos exercícios memorísticos caso contrário a resposta era considerada errada.Neste sistema de avaliação era avaliado o que os alunos não conseguiram absorver e não os avanços alcançados por eles durante o processo de aprendizagem.

Hoje os educadores tem buscado proporcionar uma aprendizagem significativa para seus educandos no entanto o quadro de aproveitamento de nossos aprendizes é estarrecedor,eu como educadora me questiono freqüentemente sobre minha prática e como posso melhorar para que meus alunos aprendam com maior eficácia,mas confesso não é fácil.Parece que os alunos não tem mais o desejo por conhecimento leciono geografia e história para as 5ª séries e estou preocupada com as turmas em sua maioria são alunos repetentes e não mostram vontade em aprender isto me angustia,são estes alunos que me motivam a pesquisar ,questionar nosso sistema de ensino e enfim buscar novas práticas subsidiadas por alguns teóricos isto requer muito estudo.Não quero ser mas um mero professor que passa por estas crianças sem deixar conteúdos significativos eu quero fazer a diferença enxergando-os como ser humano que necessita de atenção e que é capaz de produzir sua história e não um ser fragmentado passivo no que se refere ao processo de ensino aprendizagem.


Chegando à UESB logo no I semestre desanimamos um pouco além de encontrar profissionais descompromissados enfrentamos uma greve, porém isto não foi o suficiente para fazer-nos desistir, muito pelo contrário nos deu forças para continuar persistente a jornada. Sete semestres já se passaram e a cada dia que passa descobrimos coisas novas ou aprofundamos ainda mais idéias que ainda necessitam de aprimoramento isto tudo confrontando ideais de teóricos lidos com a prática. Hoje leciono para as turmas da 5ª e 6ª séries, como professora de quatro disciplinas diferentes, porém isto não me impede de buscar atuar como mediadora entre o aluno e o conhecimento porque na verdade todos nós somos aprendizes e não detentores de conhecimentos. O aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber. Os estudos realizados pela psicopedagogia sobre os processos de conhecimento e aprendizagem mostram que para se configure uma relação de aprendizagem, é necessário que a ensinante e o aprendente estabeleçam um vínculo que considera o tipo particular de relação que ambos estabelecem com o conhecimento. (cf.Fernandes, 1190). É este tipo de relação que busco manter com meus alunos e o conhecimento, pois eles são frutos do meu trabalho, mas principalmente conseqüência de seus esforços pessoais.

sábado, 23 de agosto de 2008

uauuuuuuuuu!!!!!!!!internet a serviço da educação .MARAVILHAAAAAAAAAA!!!!!