quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

contemporaneidade



O que é contemporaneidade1
Janusia Souza Aquino2


A sociedade humana desde seu surgimento vem sofrendo transformações, isto devido a revoluções sociais que abalam os conceitos e práticas já existentes, originando assim outros mais atuais e condizentes com o homem do momento histórico em questão.
Partindo desse pressuposto pode-se dizer que a sociedade é fruto das revoluções e que para se adequar no meio em que vive o indivíduo deve se adequar aos padrões impostos pelas classes sociais. Não é surpresa saber que desde a antiguidade já existia formas variadas de dominação, onde uns homens mantinham o poder enquanto outros eram escravizados sem direitos tendo apenas deveres e ainda hoje perdura este tipo de prática excludente.
O mundo contemporâneo vive em constantes mudanças, as relações entre as pessoas tem se modificado dinamicamente. Com o avanço tecnológico e o advento da internet as informações são transmitidas rapidamente não importando a distância entre as pessoas. Diante dessa constante transformação em que se encontra a sociedade surgem questionamentos referentes à identidade humana, conhecimento como forma de poder e os efeitos da globalização em nosso dia-dia sem falar que tais mudanças influem também às concepções pedagógicas e as práticas escolares vigente.
Na sociedade capitalista o homem representa um elemento funcional do sistema, pois o Estado lhe impõe regras e hábitos que são internalizados por ele e mais tarde reproduzidos alimentando assim, o funcionamento de uma sociedade totalmente individualista. O capitalismo acaba impondo ao individuo o desejo de competição o que faz com que ele se desprenda de alguns valores como solidariedade, ética, honestidade, dentre outros. 
O individuo que alimenta o espírito de competição em demasia acaba se fechando para as relações sociais, o que na maioria das vezes o leva a ser um sujeito bem estruturado financeiramente, porém carente de afeto e atenção. Todo este conjunto de mudanças ocorridas na sociedade faz parte de um tempo histórico denominados por muitos de contemporaneidade. Este novo momento histórico vivenciado por nossa sociedade demonstra que a como conseqüência da globalização temos diversos tipos de exclusão, seja ela social ou digital.
De acordo com especialistas na era da informação somos obrigados a viver em rede isto é, nos comunicarmos através de computadores com pessoas que se encontram distantes ou até mesmos próximos evitando as relações interpessoais entre os indivíduos.
           Segundo Manuel Castells a Sociedade em Rede é a nossa sociedade, a sociedade constituída por indivíduos, empresas e Estado operando num campo local, nacional e internacional e segundo o mesmo apesar das nossas sociedades terem muitas coisas em comum, são também produto de diferentes escolhas e identidades históricas.
Até a revolução industrial o homem não sabia o que era ser proletário uma vez que todo seu trabalho era artesanal. O individuo fabricava o objeto manualmente e no final do processo ele podia observá-lo e orgulhar-se de sua obra-prima, entretanto no mundo moderno ele se tornou um proletariado e muitas vezes se orgulham disto.
De acordo com o pensamento marxista o sistema de proletarização tem vigor no mundo capitalista uma vez que ele estimula a base da vida social; o trabalho. Marx nos coloca que o trabalho é a estrutura de sociedade, pois ele representa a economia daí a teoria de que os homens não são iguais e por isto existem os que pensam e os que executam. Exemplo do sistema de proletarização temos o professor que executa em suas aulas idéias já pensadas por outrem.
A sociedade de hoje obriga o indivíduo a ser submisso, a sujeitar-se a práticas alienáveis, o homem que até então era o criador da sociedade passa a ser criatura. Dentro deste mundo moderno o individuo é induzido a acumular conhecimento caso contrario ele permanecerá sempre como submisso uma vez que quem conhece manda quem fica estático no tempo sem buscar informações apenas executa as tarefas pré-estabelecidas.
É impressionante perceber que somos escravos da moda da beleza e de tudo que pertence à era tecnológica, ao passo que nos submetemos a sermos escravos da tecnologia estamos permitindo que as máquinas usurpem nosso lugar na sociedade e mais nos esquecemos de conversar de conhecer nossos familiares, os nossos amigos etc.
 Em contrapartida não podemos esquecer as vantagens que as redes de comunicação nos trazem. Como uma moeda a era da informação oferece dois lados isto é. Seus prós e seus contras.  Segundo alguns estudos já existem uma ampla literatura empresarial afirmando que quanto mais conectada estiver uma pessoa, mais chances de sucesso ela terá em sua carreira ou em seus negócios. Atualmente, há todo um setor do marketing tentando descobrir as regras do marketing em rede ou do marketing viral.
A sociedade em rede permite não só o crescimento das empresas, mas também o crescimento pessoal de cada indivíduo. A área tecnológica que para muitos representa desemprego exclusão social na verdade também oferece muitas vagas de emprego para outros, o que coloca a economia em um bom nível.Porém para trabalhar em empresas que usam a rede como fonte de informação para o trabalho o individuo deve ter como características principais a criatividade e a inovação.
Enfim, a sociedade em rede. É a nossa sociedade que ruma ao futuro em diferentes graus.


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1 Texto  solicitado pela professora Ms.Geórgia Couto, para fins avaliativos da disciplina sociedade e contemporaneidade, do curso de pós- graduação pelo IBEC.
2 pós-Graduanda do curso de Psicopedagogia pelo IBEC e-mail janusia.akino@hotmail.com