O que é contemporaneidade1
Janusia Souza Aquino2
A sociedade humana desde seu surgimento vem
sofrendo transformações, isto devido a revoluções sociais que abalam os conceitos
e práticas já existentes, originando assim outros mais atuais e condizentes com
o homem do momento histórico em questão.
Partindo desse pressuposto pode-se dizer que
a sociedade é fruto das revoluções e que para se adequar no meio em que vive o
indivíduo deve se adequar aos padrões impostos pelas classes sociais. Não é
surpresa saber que desde a antiguidade já existia formas variadas de dominação,
onde uns homens mantinham o poder enquanto outros eram escravizados sem
direitos tendo apenas deveres e ainda hoje perdura este tipo de prática
excludente.
O mundo contemporâneo vive em constantes
mudanças, as relações entre as pessoas tem se modificado dinamicamente. Com o
avanço tecnológico e o advento da internet as informações são transmitidas
rapidamente não importando a distância entre as pessoas. Diante dessa constante
transformação em que se encontra a sociedade surgem questionamentos referentes à
identidade humana, conhecimento como forma de poder e os efeitos da
globalização em nosso dia-dia sem falar que tais mudanças influem também às
concepções pedagógicas e as práticas escolares vigente.
Na sociedade capitalista o homem representa
um elemento funcional do sistema, pois o Estado lhe impõe regras e hábitos que
são internalizados por ele e mais tarde reproduzidos alimentando assim, o
funcionamento de uma sociedade totalmente individualista. O capitalismo acaba
impondo ao individuo o desejo de competição o que faz com que ele se desprenda
de alguns valores como solidariedade, ética, honestidade, dentre outros.
O individuo que alimenta o espírito de
competição em demasia acaba se fechando para as relações sociais, o que na
maioria das vezes o leva a ser um sujeito bem estruturado financeiramente, porém
carente de afeto e atenção. Todo este conjunto de mudanças ocorridas na
sociedade faz parte de um tempo histórico denominados por muitos de
contemporaneidade. Este novo momento histórico vivenciado por nossa sociedade
demonstra que a como conseqüência da globalização temos diversos tipos de exclusão,
seja ela social ou digital.
De acordo com
especialistas na era da informação somos obrigados a viver em rede isto é, nos
comunicarmos através de computadores com pessoas que se encontram distantes ou
até mesmos próximos evitando as relações interpessoais entre os indivíduos.
Segundo Manuel Castells a Sociedade
em Rede é a nossa sociedade, a sociedade constituída por indivíduos, empresas e
Estado operando num campo local, nacional e internacional e segundo o mesmo apesar
das nossas sociedades terem muitas coisas em comum, são também produto de
diferentes escolhas e identidades históricas.
Até a revolução industrial o homem não sabia
o que era ser proletário uma vez que todo seu trabalho era artesanal. O
individuo fabricava o objeto manualmente e no final do processo ele podia observá-lo
e orgulhar-se de sua obra-prima, entretanto no mundo moderno ele se tornou um
proletariado e muitas vezes se orgulham disto.
De acordo com o pensamento marxista o sistema
de proletarização tem vigor no mundo capitalista uma vez que ele estimula a base
da vida social; o trabalho. Marx nos coloca que o trabalho é a estrutura de
sociedade, pois ele representa a economia daí a teoria de que os homens não são
iguais e por isto existem os que pensam e os que executam. Exemplo do sistema
de proletarização temos o professor que executa em suas aulas idéias já
pensadas por outrem.
A sociedade de hoje obriga o indivíduo a ser submisso,
a sujeitar-se a práticas alienáveis, o homem que até então era o criador da
sociedade passa a ser criatura. Dentro deste mundo moderno o individuo é
induzido a acumular conhecimento caso contrario ele permanecerá sempre como
submisso uma vez que quem conhece manda quem fica estático no tempo sem buscar
informações apenas executa as tarefas pré-estabelecidas.
É impressionante perceber que somos escravos
da moda da beleza e de tudo que pertence à era tecnológica, ao passo que nos
submetemos a sermos escravos da tecnologia estamos permitindo que as máquinas usurpem
nosso lugar na sociedade e mais nos esquecemos de conversar de conhecer nossos
familiares, os nossos amigos etc.
Em contrapartida não podemos
esquecer as vantagens que as redes de comunicação nos trazem. Como uma moeda a
era da informação oferece dois lados isto é. Seus prós e seus contras. Segundo alguns estudos já existem uma ampla
literatura empresarial afirmando que quanto mais conectada estiver uma pessoa,
mais chances de sucesso ela terá em sua carreira ou em seus negócios.
Atualmente, há todo um setor do marketing tentando descobrir as regras do
marketing em rede ou do marketing viral.
A sociedade em rede permite não só o crescimento das empresas, mas
também o crescimento pessoal de cada indivíduo. A área tecnológica que para
muitos representa desemprego exclusão social na verdade também oferece muitas
vagas de emprego para outros, o que coloca a economia em um bom nível.Porém
para trabalhar em empresas que usam a rede como fonte de informação para o
trabalho o individuo deve ter como características principais a criatividade e
a inovação.
Enfim, a sociedade em rede. É a nossa sociedade
que ruma ao futuro em diferentes graus.
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1 Texto solicitado pela professora Ms.Geórgia Couto,
para fins avaliativos da disciplina sociedade e contemporaneidade, do curso de
pós- graduação pelo IBEC.
2 pós-Graduanda do curso de Psicopedagogia pelo IBEC e-mail
janusia.akino@hotmail.com
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