
O magistério surgiu na minha vida num momento ímpar, após me formar no ano de 2001 comecei a lecionar para jovens e adultos e no ano seguinte para a alfabetização. Foi como alfabetizadora que me realizei profissionalmente e então decidi cursar pedagogia. Participei ainda do PROFA (Programa para Professores Alfabetizadores) oferecido pelo MEC, que tem como base as idéias de Emília Ferreiro e Ana Teberosky ambas as discípulas de Jean Piaget e que nos mostra um grande leque de caminhos que podem ser seguidos para inseri a criança no mundo alfabetizado e letrado, caminhos estes que se diferem do silabário, lógico que também não descarta a importância deste método ao longo da história da alfabetização na America Latina mais precisamente na Argentina e no Brasil. Este curso reforçou ainda mais meu desejo de ser educadora. Prestei o 1º vestibular no final de 2003 e passei começava aí a realização de um sonho.
Ao falar sobre este curso preparatório de alfabetizadores recordo do meu processo educacional, o que foi um tanto fora do normal. Aprendi a ler e escrever em casa com minha avó, quando ingressei no universo escolar já sabia ler e escrever convencionalmente o que fez com que já iniciasse na 1ª série forte (como era chamada na época a turma que já sabia ler).
Quando comecei meus estudos o método utilizado ainda era o silabário e a famosa cartilha, a professora era uma senhora muito carinhosa o que cativava os alunos, porém a relação se dava de forma hierárquica a professora falava e os alunos apenas escutavam.Com certeza a escola de outrora teve sua contribuição na construção da cidadania,porém nunca foi igual a que hoje buscamos oferecer para nossos alunos.Diante de tantos conflitos no campo da educação percebemos que o sistema de ensino tem melhorado e muito,o uso de novas formas de ensino busca formar o ser humano como um todo e não um ser fragmentado.
A avaliação na educação na qual fui alfabetizada se dava de forma mecânica, onde tínhamos que expor por escrito tudo o que a professora nos ensinava durante as aulas,vale ressaltar que tinha que ser escritas as mesmas palavras aprendidas durante os longos exercícios memorísticos caso contrário a resposta era considerada errada.Neste sistema de avaliação era avaliado o que os alunos não conseguiram absorver e não os avanços alcançados por eles durante o processo de aprendizagem.
Hoje os educadores tem buscado proporcionar uma aprendizagem significativa para seus educandos no entanto o quadro de aproveitamento de nossos aprendizes é estarrecedor,eu como educadora me questiono freqüentemente sobre minha prática e como posso melhorar para que meus alunos aprendam com maior eficácia,mas confesso não é fácil.Parece que os alunos não tem mais o desejo por conhecimento leciono geografia e história para as 5ª séries e estou preocupada com as turmas em sua maioria são alunos repetentes e não mostram vontade em aprender isto me angustia,são estes alunos que me motivam a pesquisar ,questionar nosso sistema de ensino e enfim buscar novas práticas subsidiadas por alguns teóricos isto requer muito estudo.Não quero ser mas um mero professor que passa por estas crianças sem deixar conteúdos significativos eu quero fazer a diferença enxergando-os como ser humano que necessita de atenção e que é capaz de produzir sua história e não um ser fragmentado passivo no que se refere ao processo de ensino aprendizagem.
Chegando à UESB logo no I semestre desanimamos um pouco além de encontrar profissionais descompromissados enfrentamos uma greve, porém isto não foi o suficiente para fazer-nos desistir, muito pelo contrário nos deu forças para continuar persistente a jornada. Sete semestres já se passaram e a cada dia que passa descobrimos coisas novas ou aprofundamos ainda mais idéias que ainda necessitam de aprimoramento isto tudo confrontando ideais de teóricos lidos com a prática. Hoje leciono para as turmas da 5ª e 6ª séries, como professora de quatro disciplinas diferentes, porém isto não me impede de buscar atuar como mediadora entre o aluno e o conhecimento porque na verdade todos nós somos aprendizes e não detentores de conhecimentos. O aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber. Os estudos realizados pela psicopedagogia sobre os processos de conhecimento e aprendizagem mostram que para se configure uma relação de aprendizagem, é necessário que a ensinante e o aprendente estabeleçam um vínculo que considera o tipo particular de relação que ambos estabelecem com o conhecimento. (cf.Fernandes, 1190). É este tipo de relação que busco manter com meus alunos e o conhecimento, pois eles são frutos do meu trabalho, mas principalmente conseqüência de seus esforços pessoais.
3 comentários:
Seu blog está ficando otimo!Todo esforço sempre vale a pena.você vai longe.
Edjane
Oi Janúsia,
Estou amandos eu blog. Você compreendeu direitinho a proposta.
Veja bem... você começa falando sobre o magistério e segue refletindo sobre o curso de Pedagogia. Gostaria que vc antes desse tópico, refletisse sobre a educação infantil, sua alfabetização,ginásio, ensino médio, magistério, dando enfoque a metodologia de tralho dos professores, a concepção de avaliação etc. Veja as orientações no projeto de Estágio nas páginas: 31 e 32.
Está ficando ótimo. Você tem potencial para melhorar bem mais.
Socorro
Oi Jane, seu blog está muito bom, está de parabéns.Obrigada pelo conselho, pretendo segui-lo.
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